A tensão entre Irã, Estados Unidos e Israel ganhou um novo capítulo após a divulgação de um vídeo pela agência semioficial iraniana Tasnim. A animação, produzida em estilo semelhante a peças de brinquedo, apresenta uma narrativa crítica aos norte-americanos e israelenses e os responsabiliza por um ataque que teria atingido uma escola primária no território iraniano.
No material, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece acionando um botão que desencadearia o disparo de um míssil com a bandeira americana. Em seguida, a animação mostra os destroços de uma escola, com mochilas e objetos infantis espalhados, em referência ao suposto ataque.
A produção segue com cenas de retaliação militar iraniana. Entre os alvos retratados estariam instalações e locais estratégicos associados a aliados dos Estados Unidos e de Israel, incluindo áreas em Tel Aviv e estruturas militares no Oriente Médio. Em uma das passagens, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, é representado tentando fugir por túneis.
O vídeo também menciona o fechamento do Estreito de Ormuz por forças iranianas, com navios patrulhando a região. A animação sugere ainda impactos econômicos globais, com aumento do preço do petróleo e redução nas vendas de países produtores.
Ao final, a narrativa mostra caixões com soldados americanos sendo repatriados e um ataque a um porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos, em referência ao USS Gerald R. Ford.
Ataque à escola
Segundo informações divulgadas pela mídia iraniana, ao menos 192 estudantes e professores teriam morrido após um ataque militar atribuído a uma ação conjunta de Estados Unidos e Israel nas proximidades de uma escola no sul do Irã. A alegação ainda é alvo de investigação.
A Casa Branca informou que o episódio segue sendo analisado. Autoridades americanas afirmaram que ainda buscam confirmar as circunstâncias do ocorrido.
Durante uma coletiva realizada na Flórida, Trump também declarou que outros países poderiam estar envolvidos no ataque, sugerindo que o armamento utilizado poderia não ter origem direta nos Estados Unidos. A declaração acrescentou novas dúvidas sobre a autoria do episódio e ampliou as tensões diplomáticas em torno do caso.